Trevas inundam a minha alma, e eu não sei pra onde vou.
Meus pés me conduzem a um lugar que eu desconhecia.
Tenebrosa sensação se apossa do meu ser,
não sei que rumo tomar...
sequer imagino, aonde meus pés irão me levar.
Presa a sentimentos de dor,
penso apenas em aplacar o sofrimento que me invade sem pudor,
estraçalha minha mente atormentada,
destruindo devagar a pouca sanidade que sequer consigo enxergar.
- Vê, estou cego!
Mas, meus pés teimosamente movem-se a me guiar,
e rumo ao sombrio caminho desconhecido continuo a caminhar.
Paro, sem saber pra onde ir,
pois perdida me encontro nesta encruzilhada...
- por onde devo seguir?
Ninguém responde ao meu lamento.
O que posso fazer, se tão doloroso e profundo,
é esse meu tormento?
Me dói a alma, partindo-me o coração...
transtornando o raciocínio, nublando-me a visão.
Sem direção, começo a desfalecer, não posso mais...
sequer tenho forças, pra me esconder.
A dor me persegue, o tormento é minha sina.
Dolorosa sentença, cruel, infalível.
Me alcança sem piedade, por fim minha alma desatina.
Seja satisfeito o poder que de mim se apossa, desisto.
Apenas me entrego a sua vontade.
Sem mais forças para lutar, a mim renego.
Por fim...me entrego.
Nana B. Poetisa



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